sábado, 31 de julho de 2010

Touradas = irracionalidade + crueldade

Pode até ser uma forma de a Catalunha tentar se distanciar ainda mais do resto da Espanha, para mim, tanto faz esse ponto, o importante é que não haverá mais touradas na região a partir de 2012. Para ser melhor a notícia, só mesmo se informasse que a medida passaria a valer a partir de hoje, agora, não, ontem, ano passado, século passado. Melhor: que nunca tivesse existido no mundo essa barbaridade. Que nunca tivesse existido no mundo qualquer barbaridade contra os animais.
Podem alegar que é algo cultural, não me interessa. Acho que esse tipo de cultura em que animais são cruelmente sacrificados para promover diversão para o homem nunca deveria ter existido. Se existiu, com o pensamento mundial que existe hoje de defesa dos animais, já era para ter sido banido. A Espanha insiste em manter essa "tradição" em outras partes do país, o que, para mim, é um pensamento retrógrado, sem fundamento, de pessoas que não evoluem com as mudanças do mundo.
Touradas são algo tão irracional que custo a acreditar que tem pessoas que se divertem com isso. Podem pensar que sou radical, mas, enquanto existir touradas na Espanha, não tenho o menor interesse em ir até lá. Não torci pela Espanha na final da Copa e não quero saber desse país. Como gostar de um país em que se tortura um animal que não tem como se defender, que não tem escolha, que é colocado em uma arena para ser motivo de risos e receber lanças no pescoço e agonizar até morrer? Isso não tem justificativa. Vaias para a Espanha!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

As atitudes de Israel

Acredito que a maioria das pessoas deve ter ficado chocada com a ação de Israel contra uma flotilha que seria de ajuda humanitária para Gaza no dia 31 de maio. Bom, os fatos ainda são controversos: Israel afirma que o grupo era de terroristas. No entanto, as ações de Israel têm colocado a pensar. Afinal, para que se impor com tanta violência sobre outros povos? Para que e por quê?
Tenho todo o respeito e solidariedade do mundo pelos judeus. Acho que o que eles passaram no passado, durante a Segunda Guerra Mundial, foi bárbaro, covarde, desumano. Até acredito que o mundo tem uma dívida social e histórica com os judeus por ter permitido tanta tristeza e violência contra esse povo. Porém, fico estarrecida ao pensar que Israel reproduz, em proporções diferentes, o comportamento violento e covarde a que foi submetido no passado com os palestinos e quem possa se opor ao Estado de Israel.
Acredito na história, amo a história e acho que, a partir dela, aprendemos muito, principalmente, refletimos muito quando vamos agir no presente. Lamento, profundamente, pelos judeus não terem aprendido com a história, por estarem eternamente se vingando em cima de um povo minoritário e outras pessoas que não têm nada a ver com o que passaram no passado.
Queria muito que a violência tivesse fim, mas quem sou eu, não? Apenas posso escrever e manifestar o que penso e sinto.
Abaixo, deixo para vocês um sóbrio, lúcido e inteligente texto escrito por Eduardo Galeano, grande escritor contemporâneo, cuja credibilidade é reconhecida por todos. Ele é autor do clássico "As veias abertas da América Latina" e, no link abaixo, vocês têm acesso a um texto dele sobre a questão de Israel. Vale muito a pena para aumentar o nível de conhecimento, reflexão e visão crítica:

http://turcoluis.blogspot.com/2010/06/assassinatos-em-gaza-por-eduardo.html

terça-feira, 16 de março de 2010

"Avatar" não merecia mais


Sobre o Oscar - premiação suspeita para muitos, mas que não deixa de ser a principal do cinenma mundial -, tenho a dizer que "Avatar" não ganhou como melhor filme simplesmente porque não era o melhor filme. Não vi todos, mas até "Amor sem escalas" tem uma historinha mais legal que a de "Avatar".
Na minha opinião, o filme é rico em efeitos, recursos tecnológicos e, por esse motivo, ele foi reconhecido e ganhou prêmios. Vamos lá, né? Essa historinha de um grupo de nativos ameaçado por homem branco já é bem batida. E o salvador branco (como alguns já observaram) é mais que clichê. Ainda estou por entender porque tanto espanto por "Avatar" não ter ganhado. Não merecia mesmo.
Vou ver agora "Guerra ao Terror" para ter uma opinião sobre o filme. Confesso que já vou vê-lo com um pouco de preconceito. Primeiro, por ser um flme sobre a invasão dos Estados Unidos ao Iraque, por mais que os norte-americanos não vejam como invasão, mas como "guerra ao terror". É invasão. Ponto. Segundo, por causa do discurso infeliz da diretora do filme quando recebeu o Oscar, dedicando o prêmio aos soldados, os "irmãos", que estão arriscando a vida, que estão representando a sociedade norte-americana na guerra, que possam voltar para suas famílias, obrigada a eles etc. etc. etc. Quanta bobatem! Que chatice! Não sei se o filme exalta o Exército dos EUA, tomara que não porque, se não, vai ser pior que eu imaginava. Tem que ver para saber. Pretendo me distanciar o máximo disso. Não sei se vou conseguir. Depois, conto para vocês!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Vancouver

Acredito que foi um ganho para os telespectadores a decisão da Rede Record de transmitir as Olimpíadas de Inverno que estão sendo realizadas em Vancouver, no Canadá. Dá oportunidade para as pessoas conhecerem esportes diferentes que nem sabiam que existiam. Afinal, a grande mídia que sempre tomou conta da audiência nunca deu muita bola para essa olimpíada e para os esportes referentes a ela.
Falo isso porque esse é o meu caso. Sabia que existia patinação e dança no gelo, mas não sabia que era esporte olimpíco. Claro, costumamos acompanhar o que acontece no nosso país e ter um esporte no gelo no Brasil é meio difícil... apesar de existir, mas não da forma intensa como nos países do Norte.
Minha surpresa ao acompanhar as transmissões continuou quando vi que havia uma delegação, pequena, mas havia, de brasileiros participando das competições. Realmente, existem muitos esportistas com força de vontade admirável, pois, se esporte sem gelo no Brasil já enfrenta dificuldades de patrocínio - com exceção do futebol -, imagine os que são no gelo...
Vi toda a beleza, toda a velocidade, toda a técnica e toda a coragem dos esportistas dessas competições, mas preciso deixar aqui registrado o quanto me assustei com algumas modalidades. Não sei se sou meio careta ou conservadora ou resistente ao diferente, sei lá. Mas acho que algumas delas não deveriam existir. É triste saber que alguém morreu em uma dessas competições. Pôxa, descer não sei quantos quilômetros, de cabeça para baixo ou para cima, em cima de um trenó por uma pista e chegar a mais de 140 quilômetros por hora não é meio suicida? Tudo bem paraquedismo também é arriscado, assim como voo livre etc. Mas, para mim, aqueles esportes pareceram mais perigosos, mais próximos de uma tragédia.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Meninos diferentes, fantasias semelhantes

Entre uma página e outra, a fugidinha, à tarde, para sair um pouco do prédio do trabalho e ir tomar um cafezinho na rua. Dia normal, agitado, como sempre. Gosto de olhar a paisagem urbana, mesmo quando é a mesma de todo dia. Não sei o motivo. Nunca durmo em ônibus, por exemplo, porque gosto de ficar olhando pela janela, mesmo se for em percurso que faço com frequência. Mas, voltando, aí, nessa minha mania de ficar olhando pessoas e vitrines, não sabia que iria ver uma cena que iria me tocar tão forte e me deixar meio assim, tristinha, pelo restinho do dia.
Em frente à vitrine de uma loja de artigos para festas infantis, um menino parou, apoiou os cotovelos no pedacinho de concreto antes do vidro e olhava fixamente para o interior. Normal, né? Era um menino de uns 14 anos, portanto, adolescente. O diferente na cena é que ele estava com as duas mãos juntas na altura do nariz para apoiar o pano banhado em tíner que ele aspirava sem parar. Olhei, olhei e ele nem me notou.
Passei e fui tomar meu café na lanchonete próxima. A cena ficou na minha cabeça, mas, aos poucos, deixei para lá. O problema é que, quando eu fazia o caminho de volta para o serviço, cerca de 15 minutos depois, o menino continuava lá. Fiquei surpresa. Estava na mesma posição e com o mesmo pano no nariz. Parece que não havia se mexido para nada e continuava olhando, fixamente, para o interior da loja, onde havia uma maquete, dessas que se colocam em cima das mesas dos aniversariantes. A miniatura era de um cenário que parecia ter prédios e carros. O que ele pensava olhando para essa fantasia infantil, eu nunca vou saber. Só sei que ver isso doeu em mim.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Falta de critérios

Fiquei surpresa, ou melhor, espantada, perplexa, com o anúncio de que a novela “Caminho das Índias” ganhou o prêmio Emmy Internacional como a melhor telenovela de 2009. Não porque seja um prêmio mais importante que os outros pelo fato de ser nos Estados Unidos. Isso pouco importa. Mas porque sempre vi a novela “Caminho das Índias” como uma das maiores aberrações dos últimos anos na teledramaturgia brasileira. Aquela mistura louca que a Glória Perez gosta de fazer, pegando elementos de uma cultura e juntando com outras de qualquer jeito. Um monte de gente dançando para lá e para cá. Entre os indianos, uns tinham sotaque e outros, não. Uma salada mista total. Não sei se foi porque faltou pesquisa ou se foi proposital, mas virou um “angu de caroço”. Na minha opinião, isso é desrespeitoso para todas as culturas e, inclusive para quem assiste as novelas. Agora, vai saber os critérios adotados pelo júri do Emmy Internacional. Para mim, mais essa aberração da Glória Perez não mereceria nem prêmio de consolação.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Má educação!

Já vi algumas listas na Internet a respeito de coisas que as pessoas odeiam. Acho a palavra odiar muito forte, mas eu gostaria de deixar registrada aqui uma coisa que me provoca certa "fúria", que me deixa muito revoltada, muito triste, muito indignada, muito etc. É ver gente, em moto, carro, caminhão, ônibus ou outro meio qualquer de transporte, furando sinal vermelho. Vejo isso todos os dias. Parece um trem que me persegue.
Todos os dias, vejo um mal educado no trânsito fazendo isso, a tempo de atropelar um velhinho (ou um jovem, não importa), que acreditou que poderia atravessar a avenida ou rua porque o semáforo ficou verde para ele e vermelho para os veículos. Será que os motoristas que fazem isso - fora do horário autorizado, que é de madrugada - não pensam que podem matar alguém ou provocar ferimentos graves, até irreversíveis?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Para Catarina

Era manhã do dia 26 de outubro. Ela chegou depois de 39 semanas bem guardadinha dentro do útero de sua mãe, uma mulher admirável. Essa pequena veio da forma mais tranquila. Não deu muito trabalho. Como disse a mãe, "foi muito rápido". Parto normal, sem dificuldades. Parece que ela estava ansiosa para chegar a esse mundão.
O recado para a mamãe, talvez seja: "Vim para te fazer feliz!". E, no rostinho alegre da mãe, é o que se vê: FELICIDADE. Nem parece que está de resguardo. Nada do mau humor da semana anterior, quando a barriga pesada incomodava, o calor sufocava, a falta de lugar tirava a paciência...
E que menina linda!!! Não tem essa história de que bebê é tudo igual. Cada bebê é de um jeito. E você é linda. Cabeludinha, bochechuda, linda, linda, linda. Mãozinhas, pézinhos, corpinho. Tudo tão perfeito! Não me canso de dizer para todo mundo o quanto você é linda e "gotosa", como brinco.
Para você, todas as melhores coisas do mundo. Que você seja muito feliz, que enfrente esse mundão com toda a coragem e alegria que sua mãe enfrenta. Que você herde dela toda a determinação, inteligência, bom humor, sagacidade, vontade de viver e beleza. Que você curta a vida como sua mãe e que tenha amigos que a amem, como amamos sua mãe. Quando você entender melhor as coisas, vai encher seu coração de orgulho por ter a mãe, a avó e a tia que tem. Você nasceu em uma família maravilhosa. É privilegiada e será sempre muito amada.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Charada

Ser humano é o bicho mais estranho do mundo. Quando não tem, quer. Quando tem, fica reclamando por ter... Vai entender...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mês do "cachorro louco" ainda não tinha acabado

Escrevi o texto abaixo na segunda semana de agosto, depois de passar por problemas domésticos com minha gatinha – eu só pisei nela sem querer e lhe quebrei o maxilar! Fui mal... Não sabia que agosto é agosto e que tinha que esperar o mês acabar antes de achar que tudo já tinha acontecido. Ainda estava no dia 9 quando escrevi. Faltavam 22 dias para o mês se ir. Batata! Mais coisas ainda viriam... Vou contar para vocês que este mês de agosto, que vai embora hoje, reforçou toda superstição que nunca tive na vida. Estou escrevendo este texto aqui agora, até com um pouquinho de medo porque ainda faltam pouco mais de oito horas para o último dia do mês acabar... Aiaiaiai...
Mas vamos lá. Quero desabafar! Como sou uma mulher (ou menina ou moça) de fé, vou crer que nada mais vai acontecer comigo hoje, a não ser o encontro com o namorado e a festa que irei à noite. Ou seja, somente coisas boas, não? Agosto não é mais forte que eu, embora tenha sido muito malvado este ano.
É que, no dia 19 de agosto – 19/08/2009, será que existe alguma ligação cabalística entre esses números? - eu consegui torcer, bem torcido, meu pé, assim, de bobeira, indo pegar o ônibus para ir trabalhar, perto de casa. Acho que não tinha buraco por perto, eu não estava de salto muito alto e tal, mas torci. Quando torci o esquerdo, pisei forte com o direito e, aí, o que aconteceu? Quebrei o salto do direito! Como se anda assim? Com o esquerdo, eu mancava de dor e, com o direito, mancava por causa do salto quebrado.
Dupla mancada! Será que tem a ver com meu nome? Cláudia significa pessoa que claudica, ou seja, que manca!!! Por incrível que pareça! Acho meu nome até bonito, mas o significado dele... Deve ser por isso que ganhei duas mancadas de uma vez só! Mesmo assim, pedi para o motorista do ônibus esperar e entrei para ir para o trabalho. Eu tinha que ir. Havia uma pauta importante às 10h30 e somente eu para cobrir. Não consegui deixar o pessoal na mão. No final da tarde, eu quase me arrependi da minha responsabilidade...
Que dor!!! Vou repetir com mais ênfase: QUE DOR!!!!!!!!!!!!!!!!! Quando levantei para ir embora do jornal, não conseguia mais pisar. Tive que sair de "saci-pererê" pela redação! Fui ao Pronto-Atendimento da Unimed. Um médico me atendeu, pediu a radiografia e nem tocou no meu pé para me examinar. Receitou um anti-inflamatório fortíssimo, que acabou com meu estômago, e bolsa de gelo, mas nada de remédio para cortar a dor. Que atendimento temos hoje, não? E olha que é atendimento privado!!! Deve ser por isso que meu pé não está bom até hoje!
A tal dor me fez ficar de molho em casa durante quase quatro dias – dei uma pequena saidinha no sábado à noite e, no domingo, fui à casa de minha mãe. Somente isso. Fiquei em casa, como digo, engordando para o Natal, porque o médico recomendou repouso absoluto, que significava ficar deitada o dia inteiro com o pé para cima, coisa que, óbvio, eu não consegui. Quem consegue ficar assim em casa, sabendo que tem um milhão de coisas para fazer fora e dentro dela? Levantei um bocadinho para arrumar as coisas por lá e ajeitar outras, mas não exagerei. Isso não.
O pé, eu vou levando. Ele não está 100%, mas também não está 0,001%. Por via das dúvidas, eu vou a um ortopedista amanhã, primeiro dia das minhas férias, para saber se vou precisar fazer fisioterapia e quando poderei voltar a ser uma pessa normal – descer rampas e escadas normalmente, ir à academia, correr, andar de bicicleta e outras coisas que eu quiser. Espero que seja em breve.
Disso tudo, o que posso dizer é que mau agouro é mau agouro. Eu, como muitas pessoas, devo ter jogado uma carga pesada demais em agosto e acabou ficando assim. Como diz minha religiosa (católica?) e amada irmã Eunice, “Tem que rezar mais”. Minha mãe (evangélica!) também vive falando: “Não se esqueça de orar”. Quem sabe não é isso? Não é o mês, é que, talvez, eu (nem católica nem evangélica!) tenha conversado pouco com Deus ultimamente. Antes, eu conversava todos os dias – nem rezava nem orava, conversava. Tenho corrido muito e me ocupado com tantas coisas que, confesso, tenho deixado a conversa um pouco de lado. Vou melhorar isso e afastar os maus agouros! Assim espero!