segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Para Catarina

Era manhã do dia 26 de outubro. Ela chegou depois de 39 semanas bem guardadinha dentro do útero de sua mãe, uma mulher admirável. Essa pequena veio da forma mais tranquila. Não deu muito trabalho. Como disse a mãe, "foi muito rápido". Parto normal, sem dificuldades. Parece que ela estava ansiosa para chegar a esse mundão.
O recado para a mamãe, talvez seja: "Vim para te fazer feliz!". E, no rostinho alegre da mãe, é o que se vê: FELICIDADE. Nem parece que está de resguardo. Nada do mau humor da semana anterior, quando a barriga pesada incomodava, o calor sufocava, a falta de lugar tirava a paciência...
E que menina linda!!! Não tem essa história de que bebê é tudo igual. Cada bebê é de um jeito. E você é linda. Cabeludinha, bochechuda, linda, linda, linda. Mãozinhas, pézinhos, corpinho. Tudo tão perfeito! Não me canso de dizer para todo mundo o quanto você é linda e "gotosa", como brinco.
Para você, todas as melhores coisas do mundo. Que você seja muito feliz, que enfrente esse mundão com toda a coragem e alegria que sua mãe enfrenta. Que você herde dela toda a determinação, inteligência, bom humor, sagacidade, vontade de viver e beleza. Que você curta a vida como sua mãe e que tenha amigos que a amem, como amamos sua mãe. Quando você entender melhor as coisas, vai encher seu coração de orgulho por ter a mãe, a avó e a tia que tem. Você nasceu em uma família maravilhosa. É privilegiada e será sempre muito amada.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Charada

Ser humano é o bicho mais estranho do mundo. Quando não tem, quer. Quando tem, fica reclamando por ter... Vai entender...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mês do "cachorro louco" ainda não tinha acabado

Escrevi o texto abaixo na segunda semana de agosto, depois de passar por problemas domésticos com minha gatinha – eu só pisei nela sem querer e lhe quebrei o maxilar! Fui mal... Não sabia que agosto é agosto e que tinha que esperar o mês acabar antes de achar que tudo já tinha acontecido. Ainda estava no dia 9 quando escrevi. Faltavam 22 dias para o mês se ir. Batata! Mais coisas ainda viriam... Vou contar para vocês que este mês de agosto, que vai embora hoje, reforçou toda superstição que nunca tive na vida. Estou escrevendo este texto aqui agora, até com um pouquinho de medo porque ainda faltam pouco mais de oito horas para o último dia do mês acabar... Aiaiaiai...
Mas vamos lá. Quero desabafar! Como sou uma mulher (ou menina ou moça) de fé, vou crer que nada mais vai acontecer comigo hoje, a não ser o encontro com o namorado e a festa que irei à noite. Ou seja, somente coisas boas, não? Agosto não é mais forte que eu, embora tenha sido muito malvado este ano.
É que, no dia 19 de agosto – 19/08/2009, será que existe alguma ligação cabalística entre esses números? - eu consegui torcer, bem torcido, meu pé, assim, de bobeira, indo pegar o ônibus para ir trabalhar, perto de casa. Acho que não tinha buraco por perto, eu não estava de salto muito alto e tal, mas torci. Quando torci o esquerdo, pisei forte com o direito e, aí, o que aconteceu? Quebrei o salto do direito! Como se anda assim? Com o esquerdo, eu mancava de dor e, com o direito, mancava por causa do salto quebrado.
Dupla mancada! Será que tem a ver com meu nome? Cláudia significa pessoa que claudica, ou seja, que manca!!! Por incrível que pareça! Acho meu nome até bonito, mas o significado dele... Deve ser por isso que ganhei duas mancadas de uma vez só! Mesmo assim, pedi para o motorista do ônibus esperar e entrei para ir para o trabalho. Eu tinha que ir. Havia uma pauta importante às 10h30 e somente eu para cobrir. Não consegui deixar o pessoal na mão. No final da tarde, eu quase me arrependi da minha responsabilidade...
Que dor!!! Vou repetir com mais ênfase: QUE DOR!!!!!!!!!!!!!!!!! Quando levantei para ir embora do jornal, não conseguia mais pisar. Tive que sair de "saci-pererê" pela redação! Fui ao Pronto-Atendimento da Unimed. Um médico me atendeu, pediu a radiografia e nem tocou no meu pé para me examinar. Receitou um anti-inflamatório fortíssimo, que acabou com meu estômago, e bolsa de gelo, mas nada de remédio para cortar a dor. Que atendimento temos hoje, não? E olha que é atendimento privado!!! Deve ser por isso que meu pé não está bom até hoje!
A tal dor me fez ficar de molho em casa durante quase quatro dias – dei uma pequena saidinha no sábado à noite e, no domingo, fui à casa de minha mãe. Somente isso. Fiquei em casa, como digo, engordando para o Natal, porque o médico recomendou repouso absoluto, que significava ficar deitada o dia inteiro com o pé para cima, coisa que, óbvio, eu não consegui. Quem consegue ficar assim em casa, sabendo que tem um milhão de coisas para fazer fora e dentro dela? Levantei um bocadinho para arrumar as coisas por lá e ajeitar outras, mas não exagerei. Isso não.
O pé, eu vou levando. Ele não está 100%, mas também não está 0,001%. Por via das dúvidas, eu vou a um ortopedista amanhã, primeiro dia das minhas férias, para saber se vou precisar fazer fisioterapia e quando poderei voltar a ser uma pessa normal – descer rampas e escadas normalmente, ir à academia, correr, andar de bicicleta e outras coisas que eu quiser. Espero que seja em breve.
Disso tudo, o que posso dizer é que mau agouro é mau agouro. Eu, como muitas pessoas, devo ter jogado uma carga pesada demais em agosto e acabou ficando assim. Como diz minha religiosa (católica?) e amada irmã Eunice, “Tem que rezar mais”. Minha mãe (evangélica!) também vive falando: “Não se esqueça de orar”. Quem sabe não é isso? Não é o mês, é que, talvez, eu (nem católica nem evangélica!) tenha conversado pouco com Deus ultimamente. Antes, eu conversava todos os dias – nem rezava nem orava, conversava. Tenho corrido muito e me ocupado com tantas coisas que, confesso, tenho deixado a conversa um pouco de lado. Vou melhorar isso e afastar os maus agouros! Assim espero!

domingo, 9 de agosto de 2009

Mês do "cachorro louco"

Rótulos não fazem bem a ninguém. Por exemplo, sempre tive raiva dos rótulos dados aos gatos: agourentos, interesseiros, não gostam do dono, só da casa etc. Acho uma pura ignorância. Gato é o contrário disso tudo. É um bicho lindíssimo, inteligente, carinhoso, que AMA o dono e só faz bem a quem está por perto. Mas não é de gatos que vou falar aqui hoje. Essa introdução foi uma espécie de "desculpa" porque vou escrever sobre algo aqui, usando um pouco do "rótulo" que existe sobre o mês de agosto.
Na verdade, nunca tive nada contra mês algum, só preferência por outros. Não preciso nem dizer que adoro o mês de maio (meu mês!!!). Também gosto de abril e setembro, especialmente. Mas gosto dos meses de inverno também - só de junho a julho. Dos meses de chuva (de novembro a janeiro), não gosto tanto porque fico impossibilitada (ou com má vontade) de fazer as mil coisas que gosto de e tenho que fazer todos os dias.
Bom, voltando a agosto, se eu não gostasse do mês, eu não teria me mudado exatamente no dia 13 (!!!) de agosto de 2006 para minha atual casa, prova de que não sou supersticiosa. Não sou supersticiosa, mas, de certa forma, acredito em energias e na conexão das coisas. Acho que tudo está ligado e que pensamento, palavra, querer e intenção podem influenciar situações.
As pessoas costumam dizer que agosto é o "mês do cachorro louco" por causa de várias coisas ruins que acontecem neste mês. Tem até um dito popular que diz "casar em agosto traz desgoto". Credo! Não é assim também, não é? Há algumas tragédias e fatos históricos - como o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, a morte da Lady Diana, em 1997, muitos incêndios, ventanias, proliferação de raiva em cães - que marcaram muito a mentalidade social. Mas isso não quer dizer que tudo é ruim no mês. Acredito que agosto acaba ficando "carregado" por causa das coisas que as pessoas atribuem a ele. Muita energia negativa e expectativas de acontecimentos ruins acabam levando a situações nada boas.
Tenho vários amigos queridos, como Lizzi, Gabriel e Paulinho, e parentes, como tia Delmar e prima Luciene, que aniversariam em agosto e, portanto, devem gostar do mês. Peço, então, desculpa a vocês pelo texto, talvez, um pouco ruim sobre o mês em que nasceram. É apenas um comentário sobre um pensamento ou comportamento social que existe, mas não se pode dizer que é verdade a existência de mau agouro em agosto. Agora, para falar a verdade, se eu for ter um filho, vou olhar direitinho as datas para que ele não nasça em agosto... rs... Podendo, a gente evita coisas carregadas.
Contudo, o motivo que me levou a escrever este texto é que este mês não começou bem para mim, principalmente por causa de um acidente com minha gatinha, a Amor, que, neste momento, está com o maxilar quebrado, usando aparelho para se recuperar. Então, a gente acaba pensando em supertições como essa do mês do mau agouro. Mas o que importa é que o ruim foi só a primeira semana e que o meio e o fim serão ótimos, como são todos os meses de minha vida!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Lembranças de Michael


Gosto de M. Jackson. Claro que lamentei a morte do artista, mas sem o exagero que está se vendo por aí. Na verdade, não acompanhava a carreira dele. Só ouvia as músicas e via os clipes em oportunidades não provocadas por mim. Ou seja, eu não procurava nada sobre ele.
A lembrança mais forte que tenho de M. Jackson é o medo que eu senti ao ver "Thriller" pela primeira vez, no final do Fantástico. Senti tanto medo, tanto medo... Era pequenina. Quando soube, após a morte de M. Jackson, quando "Thriller" foi lançado - entre 1982 e 1983 -, fiquei impressionada por eu me lembrar disso. Deve ter sido apresentado no Fantástico em 1983. Mas eu tinha dois para três anos.
Como eu me lembro disso? E me lembro perfeitamente bem. Acho que tem duas coisas aí. A primeira é minha memória que é até boa. A segunda é a força das imagens e do som gerados pelo clipe e por M. Jackson. O trabalho dele tinha uma fixação enorme nas mentes (e em muitos corações também). Pensando nessas coisas, é que se entende um pouco mais o motivo de tanta comoção em torno de sua morte. Ele era um artista diferente, como não se tem visto mais.

domingo, 21 de junho de 2009

Diploma em questão


Tanta coisa a se falar e a pensar sobre a decisão do STF de derrubar a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Eu defendo o diploma, não por corporativismo, que esse é um mal da sociedade, basta ver a defesa que os médicos fazem entre si, mesmo quando há erros grotescos cometidos por profissionais do meio. Ou os policiais, que ficam se protegendo em meio a atitudes incorretas. Ou, para pisar no calo dos que estão menosprezando minha profissão, o corporativismo do Judiciário, a grande caixa-preta do Brasil.
A minha defesa do diploma é, simplesmente, por amar essa profissão que escolhi e por executá-la com seriedade e sensibilidade. É por acreditar que não é qualquer pessoa que gosta de ler e escrever que pode ser jornalista. Precisa mais, precisa muito mais. Agora, vamos ver um monte de gente que se acha bonita querendo ir para a televisão e escritores de "guardanapos de papel" (para citar meu amado Milton Nascimento) querendo mostrar seu talento nas páginas de jornal ou pessoas com belas vozes tentando ir para as rádios porque pensam que radiojornalismo é algo para encantar os ouvintes pela voz.
O que eu quero saber é se essas pessoas que vão tentar se aventurar pelo Jornalismo terão a sensibilidade necessária para o exercício da profissão, se vão ter a paciência de apurar, de checar cada informação que veem na Internet, que escutam no ráido, que assistem pela TV ou que escutam no bar da esquina antes de transformá-las em notícia. Se vão pensar antes se uma matéria que vão publicar vai transformar, da noite para o dia, alguém em herói ou em vilão. Se vão ter discernimento do que é interesse público e, não, particular. Se vão saber se desvincilhar dos afagos e das pressões de empresas e instituições. Se vão aceitar conviver com a pressão diária, os maus-tratos por parte de algumas fontes, os baixos salários, a falta de estrutura e outros problemas que existem no cotidiano jornalistico. Ou se vão procurar o Jornalismo porque acreditam que estarão revestidos de um certo "glamour", que, na verdade, é só uma impressão que quem está fora tem. Não existe. É bem a verdade.
A tristeza em torno disso tudo é ver que os magistrados, que deveriam defender a precisa informação, tomam uma atitude que poderá levar má informação para o público. Qual o zelo que tiveram com a sociedade ao anular um decreto-lei (não importa se foi editado na época da ditadura militar, do Estado Novo ou já nos primeiros anos da redemocratização) que dava um pouco mais de regulamentação à profissão, já tão sucateada. É muito triste ver um segmento profissional opinando e interferindo em outro com tão pouco conhecimento do ofício, do que é necessário para exercê-lo.
Se é possível, um apelo. Para que os que tratam com a informação, sejam patrões ou empregados, continuem tendo cuidado. Pensem no quanto é precioso o bem com que lidam. Apurem, estudem, busquem ser isentos, persigam a verdade, que é algo difícil, mas o jornalista tem que tenta chegar o mais perto possível dela, que não se vendam, não se iludam, desconfiem e não tenham preguiça nem vaidade.
Ainda não dá para saber quem serão as primeiras vítimas dessa desregulamentação. Com certeza, os primeiros a sofrer serão os jornalistas formados, que vão perder espaço no mercado de trabalho. Mas o mais grave pode vir depois, com as informações mal trabalhadas sendo disseminadas publicamente, atingindo em cheio a sociedade.
Como um médico vai escrever sobre uma obra viária que vai interferir na cidade? Como um engenheiro vai fazer matéria sobre uma pesquisa sobre o desempenho escolar no Ensino Médio? Como um advogado vai apurar uma notícia sobre um paciente que precisa de transplante urgentemente? Usando termos jurídicos para defender o direito do cidadão ao órgão? Será que ele vai saber quem são as fontes que deve procurar, que lados deve ouvir? Que abordagem é mais adequada? Ou vai se sensibilizar e tomar partido do paciente sem saber os problemas que atrapalham a cirurgia? Escrever uma matéria não é fazer um artigo opinativo, não é publicar um post em blog.
São muitas as questões que envolvem a produção e publicação de uma matéria. Mas o Judiciário acredita que qualquer pessoa está apta a exercer a profissão. Vamos ver no que vai dar essa decisão e torcer para que os resultados sejam menos desastrosos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

E viva o dia de ganhar mais um ano!


Enquanto aguardo, com muita paciência (!), que o orkut acabe de adicionar as muitas fotos que estou colocando lá, vou escrever um pouco por aqui. Ia escrever sobre uma coisa, mas pensei bem e decidi escrever outra, que fosse mais fácil, que saísse sem muitos esforços porque já estou cansada. Afinal, são 2h30 da manhã. Tudo bem que estou de folga amanhã, mas, hoje, trabalhei e me levantei às 7h20, infelizmente...
Bom, vou falar do meu aniversário. Fiz aniversário no dia 29 de maio - 29 anos, no dia 29 do ano de 2009. Um conhecido me alertou para a coincidência numérica, que eu nem tinha reparado. Será que tem alguma coisa a ver? Ah, para os numerólogos, aceito palpites e informações sobre as relações dos números com a vida da gente. Mas, atenção, só quero saber se for coisa boa. De coisa ruim, eu fujo!
Na verdade, como em todos os anos, não me preocupei se estava fazendo 19 ou 29 (último ano da casa dos inte!). O que eu queria mesmo era celebrar a data. Pode ser que eu exagere um pouco nas minhas comemorações - este ano, foram quatro dias!!! Mas é porque gosto de verdade de aniversário. Vejo como momento de comemoração, de encontro e reencontro com amigos, colegas, conhecidos e pessoas importantes na minha vida. Fico intrigada quando escuto alguém dizer "odeio aniversário" e não revelar que dia muda de idade. Eu, hein? É para entender isso?
Acho que aniversário é um dia especial. É um dia em que a pessoa recebe boas energias, abraços, beijos, presentes, telefonemas, emails, scraps, cartões, mensagens por celular... Vejo tudo isso como uma comunhão de boas coisas que devem ser aproveitadas (e bem!). Para mim, a melhor forma de aproveitar é ficar perto de quem gosto. Por isso, tantas datas para a celebração. Para dar a oportunidade para os que querem ir e não podem ir em um dia irem em outro e outro e outro ou em todos, se aguentarem!
Esse texto, um pouco atrasado, é para fazer uma reverência às pessoas mais queridas da minha vida, que, de alguma forma (nem sempre presencial), estiveram presentes nesses momentos tão importantes para mim - este ano, entre os dias 28 e 30 de maio. Não importa se é 29, 30 ou 50, se o número é cabalístico, se dá sorte ou se dá azar. Com tanto amor por perto, eu só posso pensar que sou abençoada e protegida! E agradecer!

PS. Acho que fiz a escolha certa! Escrevi em 12 minutos o texto, mais três para adicionar a foto! Bingo!