Um set list enorme, quase infinito, se o infinito pudesse existir caso nós não o limitássemos tanto. Até reflexões desse tipo cabiam naquele dia, em que a palavra fim ecoava em paredes, cadeiras, vozes, olhares, cumprimentos e, principalmente, sons. Esquisito pensar que era a última vez de tudo. Fazer o mesmo de sempre, coisa que já entediou tanto e, naquela última vez, chegava com a vontade “infinita” de eternizar. Como eternizar? Congelar o momento? Não deixar acontecer? Segurar com as mãos o tempo e os fatos que vão passando e ignorando vontades? Evitar um fim?
Ele tinha chegado e era naquele dia. Tantos recados já vindos por causa das ondas. Não dava para pensar em cada um, só nos que tinham se apropriado dos pensamentos do dono dos pensamentos. Casos até de vidas mudadas por causa de uma música. Ou vidas aconchegadas por uma trilha entre um caminho e outro. Uma vez, algumas vezes ou todos os dias da semana. Tanto poder apenas com alguns botões à frente e um conhecimento sobre música que, de razoável, passou a bom e depois a bem amplo. E, assim, sobre corações.
Como poderia o dia do fim ser inesquecível e infinito? Tinha de ser um dia marcante. Principalmente para quem estava sentado ali há tantos anos, fazendo o mesmo. Muitas vezes o que saiu daquela mesa de operação, tão mecânica e impessoal, era o reflexo perfeito ou quase de quem estava atrás dela. Despedidas, lutos, encontros, nascimento dos filhos, separações, reconciliações e conquistas práticas: carro novo, casa, cursos, andar de bicicleta. Não só a vida de quem ouvia era marcada a cada dia de trilha. Atrasada constatação.
Ainda que último, o dia do fim era de trabalho. Uma programação tinha de sair daquela mesa. Um bom dia, uma boa tarde, uma boa noite. Ainda era preciso conversar com quem estava do outro lado, com a voz bonita. Não deixar perceber o embargo, a tristeza que está chegando já há alguns dias. Esse era o mantra. Porque música é sentimento, a voz é uma aproximação. No dia do fim, a chegada ao pé do ouvido ouvinte tinha de ser a melhor. A melhor daqueles mais de dez anos ao lado de tanta gente anônima, bordando histórias, rotinas e desejos.
Pensar nunca foi tão difícil. Era como impossível diante de tantas informações que assumiam o controle da mente, do corpo, das mãos e dos ouvidos. Dessa vez, era o próprio o coração partido. Como viver a partir daqui? Era custoso o exercício de receber de mãos abertas o mundo vazio que agora estava mais perto que na semana anterior.
Minutos passando, botão no automático. Ainda sem colocar a marca no dia do fim. Pés para o alto na mesa, pernas cruzadas, olhar perdido mirando uma salinha solitária e fechada na maioria das vezes, onde o tédio já passou e ficou por horas. E tudo o que fosse vontade agora era de nunca mais sair daquele lugar.
Por fim, uma conclusão. De talvez não ser a melhor, mas ser a própria trilha. Era a única forma de não ser esquecido, de deixar uma marca no dia do fim. Seleção de músicas muito bem-vindas na vida de quem estava por trás da mesa, mesmo quem nem todas o fossem para a rádio. Computador, pesquisa, memória, celular, minha playlist. Tudo foi sendo desengavetado na velocidade do som. Não da luz. Quem inventou o conceito de brega?
De todo esse esforço pessoal e tecnológico, foi saindo uma lista duvidosa. Os ouvintes jamais iriam se esquecer do dia do fim. “Despedida”, do Robertão, “Pra dizer adeus”, dos Titãs, “Um dia, um adeus”, do Guilherme Arantes... Um pouco de música internacional... Ah, Elvis, claro. “Always on my mind”. Elton John, “Goodbye yellow brick road”. Beatles... “Hello, goodbye”. E Bon Jovi: “Never say goodbye”. Deu uma parada na busca e olhou o elenco incrível que tinha juntado. Era um sonho, uma utopia. Hoje era o seu dia. Ao ouvir uma a uma, foi impossível segurar os olhos e a respiração, mãe da fala. Já não era hora de falar, mas de fechar o microfone pela última vez e apertar o play. “Não aprendi a dizer adeus”.
(*) À rádio Guarani, que me acompanhou em dias felizes e em outros nem tanto. Minha história tem você.
Foto: Creative Commons
Pensar junto, às vezes, é melhor que pensar sozinho. Há ocasiões em que a gente pensa e sente vontade de compartilhar o pensamento com alguém. Por isso, então, pensaremos juntos! Para dividir ideias, emoções e pensamentos.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Adeus no dia do fim*
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domingo, 23 de novembro de 2014
Quando você vier de novo
Quando você vier de novo, a gente vai para o parque Vale Verde.
Vou te apresentar as meninas que fazem o projeto Chão que eu Piso, pelo qual você se apaixonou.
Você vai ficar lá em casa, como foi das vezes anteriores. Vai ver Amor, Arroz e Paz.
Quando você vier de novo, vamos ficar mais tempo juntas. Foi uma correria da última vez.
Vamos tomar café com pão de queijo na praça da Liberdade, comer comida mineira, doce de leite e goiabada, como foi na primeira vez que você veio e nos esbaldamos no Xapuri, com frango com quiabo, couve e feijão, antes de nos perdermos na mesa de doces e compotas. Pra finalizar, o cafezinho, que, se faltar, não deixa nem o melhor banquete ficar completo.
Quando você vier de novo, podemos fazer outros ensaios fotográficos, como aqueles na orla da Pampulha ou no Museu Abílio Barreto. Fazer outra namoradeira. Quer outra janela para posar como namoradeira? Você ficou um encanto lá no casarão.
Quando você vier de novo, vamos sair pra dançar. Ah, acho que a gente tem de fazer uma lista dos lugares que você ainda não conhece em BH, né? Agora são poucos.
Vamos tentar encontrar todo mundo junto, pra conversar e rir junto, tomar o vinho de que você gosta, ou até uma cervejinha.
Vamos passear no Mercado Central e comprar queijo, comer abacaxi em pé e tirar fotos para postar no Instagram.
Vamos ouvir muita música, quem sabe ouvir Gal Costa, uma musa sua, coisa que ainda não fizemos.
Vou procurar outro artista mineiro para te apresentar e te dar de presente uma descoberta pra levar para SP, como foi quando você conheceu o Inimá de Paula.
Vamos andar pela cidade, subir esses morros e, à noite, dançar forró, para acordar no dia seguinte com as pernas doendo.
Vai ter Carnaval. Você vem para o Carnaval? Lembra da ideia de fazermos um bloquinho? Na verdade, dois bloquinhos. Quem sabe não colocamos, enfim, em prática?
Quando você vier de novo, quero dar um jeito de te levar para conhecer o Mineirão. Das últimas vezes, não deu para a gente fazer isso. Queria tanto que você visse o maior de Minas em campo – tomara que não seja contra o seu Timão.
Quando você vier de novo, vou preparar o seu quarto, deixar chocolates, músicas para você ouvir e pedir para os gatinhos serem muito carinhosos com você. Principalmente nas horas em que eu não estiver em casa.
Quando você vier de novo, ainda vamos ter muito o que fazer e, como sempre, sua agenda vai ficar lotada.
Eu sei que você não vem de novo, mas neste momento queria pensar que, em breve, você volta a BH, como sempre planejava, porque você sempre estava voltando. Numa das nossas últimas conversas, você disse: “amo vir pra cá, sou sempre tão bem tratada!”. Você estava aqui, e nós, eu e meus amigos que você lindamente conquistou, é que estávamos felizes com a sua presença, na despedida, já esperando a sua volta. Você trazia carinho e doçura para nós.
Eu sei que você não vem de novo, mas queria te dizer que você deixou aqui um lugar que é seu. E vai ser pra sempre, com todo o nosso amor.
Muita saudade, flor.
À minha amiga amada Priscila Tieppo, que não vai vir de novo. Amiga, é difícil enfrentar essa ausência sua.
Vou te apresentar as meninas que fazem o projeto Chão que eu Piso, pelo qual você se apaixonou.
Você vai ficar lá em casa, como foi das vezes anteriores. Vai ver Amor, Arroz e Paz.
Quando você vier de novo, vamos ficar mais tempo juntas. Foi uma correria da última vez.
Vamos tomar café com pão de queijo na praça da Liberdade, comer comida mineira, doce de leite e goiabada, como foi na primeira vez que você veio e nos esbaldamos no Xapuri, com frango com quiabo, couve e feijão, antes de nos perdermos na mesa de doces e compotas. Pra finalizar, o cafezinho, que, se faltar, não deixa nem o melhor banquete ficar completo.
Quando você vier de novo, podemos fazer outros ensaios fotográficos, como aqueles na orla da Pampulha ou no Museu Abílio Barreto. Fazer outra namoradeira. Quer outra janela para posar como namoradeira? Você ficou um encanto lá no casarão.
Quando você vier de novo, vamos sair pra dançar. Ah, acho que a gente tem de fazer uma lista dos lugares que você ainda não conhece em BH, né? Agora são poucos.
Vamos tentar encontrar todo mundo junto, pra conversar e rir junto, tomar o vinho de que você gosta, ou até uma cervejinha.
Vamos passear no Mercado Central e comprar queijo, comer abacaxi em pé e tirar fotos para postar no Instagram.
Vamos ouvir muita música, quem sabe ouvir Gal Costa, uma musa sua, coisa que ainda não fizemos.
Vou procurar outro artista mineiro para te apresentar e te dar de presente uma descoberta pra levar para SP, como foi quando você conheceu o Inimá de Paula.
Vamos andar pela cidade, subir esses morros e, à noite, dançar forró, para acordar no dia seguinte com as pernas doendo.
Vai ter Carnaval. Você vem para o Carnaval? Lembra da ideia de fazermos um bloquinho? Na verdade, dois bloquinhos. Quem sabe não colocamos, enfim, em prática?
Quando você vier de novo, quero dar um jeito de te levar para conhecer o Mineirão. Das últimas vezes, não deu para a gente fazer isso. Queria tanto que você visse o maior de Minas em campo – tomara que não seja contra o seu Timão.
Quando você vier de novo, vou preparar o seu quarto, deixar chocolates, músicas para você ouvir e pedir para os gatinhos serem muito carinhosos com você. Principalmente nas horas em que eu não estiver em casa.
Quando você vier de novo, ainda vamos ter muito o que fazer e, como sempre, sua agenda vai ficar lotada.
Eu sei que você não vem de novo, mas neste momento queria pensar que, em breve, você volta a BH, como sempre planejava, porque você sempre estava voltando. Numa das nossas últimas conversas, você disse: “amo vir pra cá, sou sempre tão bem tratada!”. Você estava aqui, e nós, eu e meus amigos que você lindamente conquistou, é que estávamos felizes com a sua presença, na despedida, já esperando a sua volta. Você trazia carinho e doçura para nós.
Eu sei que você não vem de novo, mas queria te dizer que você deixou aqui um lugar que é seu. E vai ser pra sempre, com todo o nosso amor.
Muita saudade, flor.
À minha amiga amada Priscila Tieppo, que não vai vir de novo. Amiga, é difícil enfrentar essa ausência sua.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
O roubo da empregada
É só pensar em uma escadinha de amigas. Cinco. Como não me lembro direito da idade de cada uma, a gente supõe que era assim: 9, 10, 11, 12 e 14. Se não é, para esta história, fica sendo. Só para ajudar a visualizar a cena. As cinco eram conversadas, dessas meninas que abrem o bico fácil com qualquer pessoa na rua.
Pois bem, as cinco fizeram amizade com a moça da padaria e com a empregada de uma vizinha da rua de cima. O que tem uma coisa com a outra? Só esperar um pouquinho. Conversa vai, conversa vem, o que as cinco amigas descobriram? Que a empregada da vizinha da rua de cima não estava satisfeita no trabalho, sofria maus-tratos, ela contava. Era mocinha nova, do interior, que sabe-se lá como veio parar em Belo Horizonte para morar e trabalhar na casa da tal patroa. Nesses esquemas herdeiros daqueles tempos da escravidão. Do outro lado, descobriram que a moça da padaria, de quem elas gostavam muito, queria o quê? Isso mesmo: uma empregada, também para morar na casa dela. Bingo! Juntaram dois e dois e decidiram fazer a união das duas.
A questão era como. Pensaram, planejaram uma data, uma hora e uma fuga estratégica. E, assim pensado, no momento decidido e acordado com ambos os lados, foram executar o plano. Era noite de não sei que dia em qual mês e ano. Bateram campainha na casa da vizinha da rua de cima. A própria atendeu. “Somos amigas de fulana, moramos na rua de baixo. Queremos conversar com ela um pouquinho”. Chegou a empregada. Deram um tempinho, até a patroa subir para a casa e se esquecer um pouco das seis. Então, fecharam o portão e saíram correndo, puxando a mocinha pela mão. Ainda ouço o tá-tá-tá das sandálias de plástico no asfalto, sinto a euforia, o medo e alegria daquele roubo, ou seria furto? Rapto talvez... A patroa chegou até o portão e viu as seis correndo. Acho que gritou alguma coisa, mas, aí, já era. Estavam longe e correndo muito.
Em um beco próximo, as cinco amigas encontraram a moça da padaria, que pegou a empregada nova pela mão e deu no pé com ela, parece que havia um carro na parada, ou seria ônibus? Daí em diante, não se sabe o que aconteceu com uma e outra e a outra que ficou sem a empregada. As cinco amigas ficaram bem orgulhosas de si, com fé de terem feito a melhor ação de todas as suas vidas (sem pensarem que a troca foi de seis por meia dúzia). E certas de terem realizado o roubo do século.
Dedicado à Gi, a amiga que participou do roubo do século. Eu, minha irmã, Ni, a amiga Gir (irmã da Gi) e a amiga Tiane fomos as outras participantes da ação. Do plano onde está, Gi, você deve estar rindo dessas lembranças. Querida, você está para sempre com gente.
Legenda por idade:
9 = eu
10 = Gi
11 = Ni
12 = Gir
14 = Tiane
Pois bem, as cinco fizeram amizade com a moça da padaria e com a empregada de uma vizinha da rua de cima. O que tem uma coisa com a outra? Só esperar um pouquinho. Conversa vai, conversa vem, o que as cinco amigas descobriram? Que a empregada da vizinha da rua de cima não estava satisfeita no trabalho, sofria maus-tratos, ela contava. Era mocinha nova, do interior, que sabe-se lá como veio parar em Belo Horizonte para morar e trabalhar na casa da tal patroa. Nesses esquemas herdeiros daqueles tempos da escravidão. Do outro lado, descobriram que a moça da padaria, de quem elas gostavam muito, queria o quê? Isso mesmo: uma empregada, também para morar na casa dela. Bingo! Juntaram dois e dois e decidiram fazer a união das duas.
A questão era como. Pensaram, planejaram uma data, uma hora e uma fuga estratégica. E, assim pensado, no momento decidido e acordado com ambos os lados, foram executar o plano. Era noite de não sei que dia em qual mês e ano. Bateram campainha na casa da vizinha da rua de cima. A própria atendeu. “Somos amigas de fulana, moramos na rua de baixo. Queremos conversar com ela um pouquinho”. Chegou a empregada. Deram um tempinho, até a patroa subir para a casa e se esquecer um pouco das seis. Então, fecharam o portão e saíram correndo, puxando a mocinha pela mão. Ainda ouço o tá-tá-tá das sandálias de plástico no asfalto, sinto a euforia, o medo e alegria daquele roubo, ou seria furto? Rapto talvez... A patroa chegou até o portão e viu as seis correndo. Acho que gritou alguma coisa, mas, aí, já era. Estavam longe e correndo muito.
Em um beco próximo, as cinco amigas encontraram a moça da padaria, que pegou a empregada nova pela mão e deu no pé com ela, parece que havia um carro na parada, ou seria ônibus? Daí em diante, não se sabe o que aconteceu com uma e outra e a outra que ficou sem a empregada. As cinco amigas ficaram bem orgulhosas de si, com fé de terem feito a melhor ação de todas as suas vidas (sem pensarem que a troca foi de seis por meia dúzia). E certas de terem realizado o roubo do século.
Dedicado à Gi, a amiga que participou do roubo do século. Eu, minha irmã, Ni, a amiga Gir (irmã da Gi) e a amiga Tiane fomos as outras participantes da ação. Do plano onde está, Gi, você deve estar rindo dessas lembranças. Querida, você está para sempre com gente.
Legenda por idade:
9 = eu
10 = Gi
11 = Ni
12 = Gir
14 = Tiane
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Testimonial
São dez anos juntos, grudados, um fazendo parte do outro. Se bem que, nos últimos anos, a gente não tem se encontrado tanto. Coisas da vida, né? Outras pessoas vão chegando, outros compromissos. Mas nem por isso eu te esqueci ou passei a gostar menos de você. Tudo o que você representou na minha vida continua valendo e vai para sempre comigo. Os primeiros passos num mundo que eu ainda desconhecia, de tantas conexões possíveis, de communities de todos os tipos.
Você me ajudou a me abrir mais para as pessoas, contar as minhas coisas com menos medo. Passei por algumas confusões por causa disso, mas, olha, serviu (e muito!) como aprendizado. Fez com que outras pessoas me dissessem várias coisas que eu não sabia que elas viam em mim. Rsrsrsrs... Até hoje eu fico me perguntando se eu sou aquelas coisas mesmo...
Você foi mais que um amigo para mim nesse período. Foi um companheiro, um parceiro, um amor, aceitou tantos desabafos, fez meu coração tremer tantas vezes e aliviou algumas angústias. Um simples scrap já poderia mudar meu humor durante o dia. Por falar em humor, inesquecível o seu “humor do dia”. Poxa, tinha coisa que batia direitinho. Parecia que você tinha lido meus pensamentos. Tinha?? Ai, como a gente é bobo às vezes!
Eu queria, de novo, te pedir desculpas pelas vezes em que fiquei sumida ou que até excluí você da minha vida. Sempre há uma razão. Não é que foi uma troca por outra parceria mais interessante, mesmo sendo, mas é que a gente age por conveniência mesmo – estou sendo extremamente sincera agora. Espero que você me perdoe e me entenda. Você está para sempre no meu coração, ainda que eu esteja committed com outro. Não te esquecerei jamais. Obrigada por tudo, Orkut.
Orkut
* 24/1/2004
+ 30/9/2014
Você me ajudou a me abrir mais para as pessoas, contar as minhas coisas com menos medo. Passei por algumas confusões por causa disso, mas, olha, serviu (e muito!) como aprendizado. Fez com que outras pessoas me dissessem várias coisas que eu não sabia que elas viam em mim. Rsrsrsrs... Até hoje eu fico me perguntando se eu sou aquelas coisas mesmo...
Você foi mais que um amigo para mim nesse período. Foi um companheiro, um parceiro, um amor, aceitou tantos desabafos, fez meu coração tremer tantas vezes e aliviou algumas angústias. Um simples scrap já poderia mudar meu humor durante o dia. Por falar em humor, inesquecível o seu “humor do dia”. Poxa, tinha coisa que batia direitinho. Parecia que você tinha lido meus pensamentos. Tinha?? Ai, como a gente é bobo às vezes!
Eu queria, de novo, te pedir desculpas pelas vezes em que fiquei sumida ou que até excluí você da minha vida. Sempre há uma razão. Não é que foi uma troca por outra parceria mais interessante, mesmo sendo, mas é que a gente age por conveniência mesmo – estou sendo extremamente sincera agora. Espero que você me perdoe e me entenda. Você está para sempre no meu coração, ainda que eu esteja committed com outro. Não te esquecerei jamais. Obrigada por tudo, Orkut.
Orkut
* 24/1/2004
+ 30/9/2014
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