segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Para si, para mim, para outro

Clarice, sobre a vida, sobre os sentimentos. Tanto ela falava do que se sente, tanto a gente continua sem saber nada sobre isso. Li uma frase dela ontem e fiquei refletindo (normal isso): "escrevo para mim mesma, para ouvir minha alma falando e cantando, às vezes, chorando". Para conseguir se ouvir, tem de se colocar para fora. Mas é contraditório, porque, se é para si mesmo, por que é preciso colocar para fora? É para si, mas é preciso tornar acessível ao outro para que isso se complete, se não, é como não ouvir. É mudez.

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