Pensar junto, às vezes, é melhor que pensar sozinho. Há ocasiões em que a gente pensa e sente vontade de compartilhar o pensamento com alguém. Por isso, então, pensaremos juntos! Para dividir ideias, emoções e pensamentos.
terça-feira, 5 de março de 2013
Conclusão
Com raiva, concluo que sinto raiva ao perceber que existe uma vida longe e independente da minha. Confesso minha irritação.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Pegue o seu amor
Vem aqui, me dá a mão.
Dentro de mim, tem amor para mim, para você e para quem mais quiser.
Vem aqui, me dá a mão.
Tem amor de sobra.
Está até transbordando e já não sei o que faço com tanto amor.
Vem aqui. Vem, vem sem se preocupar.
Sim, estou oferecendo. Pode pegar, é à vontade.
Olha, agora eu até estiquei a mão. Está mais fácil de pegar.
Não se acanhe. Para mim, não vai faltar.
E, se você aceitar, para você, também não.
Dentro de mim, tem amor para mim, para você e para quem mais quiser.
Vem aqui, me dá a mão.
Tem amor de sobra.
Está até transbordando e já não sei o que faço com tanto amor.
Vem aqui. Vem, vem sem se preocupar.
Sim, estou oferecendo. Pode pegar, é à vontade.
Olha, agora eu até estiquei a mão. Está mais fácil de pegar.
Não se acanhe. Para mim, não vai faltar.
E, se você aceitar, para você, também não.
Escondido
Está bom. Aparentemente, está bom. Um dia, porém, a pontada no peito. Um incômodo, na chegada ou na saída, para lembrar que não está bom, que não se tem nada. Ou, se tem, não é o suficiente para o coração ou para a mente ou para o tudo, que clama por muito mais. E você percebe que a vida rasa é somente rasa perto do eu profundo e do querer que não tem tamanho.
Mutação
Por pura proteção, o pensamento feminino, tão bonito, vai se masculinizando. Não que o masculino não seja bonito também. Mas não é o feminino. Este? Este se vai, tornando-se raro nas esquinas.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Sonho
Senti saudade, e meu conforto veio no sonho. Foi bom te ver lá. Perto, bem perto. E perto também estavam as barreiras reais. Elas também mataram saudade. Não deram descanso no inconsciente. Ali, a lembrar a indesejável existência delas. Existem na vida, existem nos sonhos.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Menos que pela metade
Ter muita fome e comer uma folha de alface. Ter sede e molhar os lábios com uma gota d'água. Ter frio e ver de longe uma fogueira. Ter cansaço e ficar dois minutos na cama. Querer dizer "eu te amo", mas só dizer "gosto muito de você". Abraçar quando se quer beijar longamente. Ser cordial e educado quando se quer dar uma demonstração arrebatadora e intensa. Ter vontade e não conseguir matar ou apenas chegar ao quase matar. Tudo pouco quando é muito o que se quer. E é assim, a vida cortada.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Tchau!
Ele existia até ontem, há poucas horas. Agora já é velho. 2012 se despediu. Deixou seu bebê, o 2013, para o mundo. Para o mundo acreditar de novo, começar de novo, iniciar projetos de novo. Velho, meu amigo, você se foi, mas vejo que não deixou muita saudade, como tantos bons velhinhos deixam quando partem para outra caminhada. Você morreu, e muita gente vibrou com isso. Me desculpe, mas acho que eu também vibrei um pouco. Não reclamo exatamente de você, mas é que eu talvez estivesse ansiosa para sentir isso que o novo ano traz: esperança. E, se virar o ano é uma forma de reativá-la, viremos!
O que aconteceu com 2012 que foi tão recriminado? Não sei. Talvez as mentes estivessem vivendo com a esperança de que o mundo acabasse ao longo de 2012 (será?) e não foram mentes para o outro, para o bem. Quem sabe... Mas é difícil de acreditar que uma crença, uma aventura mistica tenha tido tanta influência assim sobre o mundo. Vai saber. Sei é que 2012 não deixou saudade. E isso, sim, é um fato.
Eu digo que posso ser injusta. Não foram pontos práticos que me deixaram um pouco mal com você, 2012, foram subjetivos. Na vida prática, aliás, nunca tenho do que reclamar. Tudo corre bem. Mas, do ponto de vista subjetivo, acho que ficou, sei lá, uma aura ruim, cerca negatividade, um peso, coisas assim, que vão puxando a gente para baixo, que desestimulam, que matam a vontade, a alegria, o crer. E aí é que não pode.
O que queria eu fiz: viajei, me diverti, trabalhei, sorri, estive com amigos, família, paisagens, animais, natureza. Tive encontros e desencontros. Ufa, foi o ano dos desencontros, e de todos os tipos. Credo! Coisas que me faziam até perder um pouco da crença que eu sempre tive, de que as pessoas são mais boas que ruins. Só que passou, e eu volto a acreditar nisso, com convicção. Porque é isso o que eu vejo na maioria dos meus dias e na maioria das minhas relações.
Vá, vá embora, 2012! Deixe o novo ficar. Novo, novo, novo. Tudo novo é tão bom. Tem cheiro de novo. Cara de novo. É novo!
E eu quero, bebê 2013, que você seja um ano bonito, forte, saudável, que sorria para nós, adultos, e para as crianças, que alimente as esperanças. Que faça mesmo a gente ser melhor, que seja o início de um novo ciclo, em que o que não é para dar frutos seja mesmo retirado, esquecido, apagado. Que o amor exista em profundidade, em cada segundo. É com amor ao que for e a tudo que a vida tem de ser. É com amor que há vida. Feliz Ano-Novo! E que amemos mais!
O que aconteceu com 2012 que foi tão recriminado? Não sei. Talvez as mentes estivessem vivendo com a esperança de que o mundo acabasse ao longo de 2012 (será?) e não foram mentes para o outro, para o bem. Quem sabe... Mas é difícil de acreditar que uma crença, uma aventura mistica tenha tido tanta influência assim sobre o mundo. Vai saber. Sei é que 2012 não deixou saudade. E isso, sim, é um fato.
Eu digo que posso ser injusta. Não foram pontos práticos que me deixaram um pouco mal com você, 2012, foram subjetivos. Na vida prática, aliás, nunca tenho do que reclamar. Tudo corre bem. Mas, do ponto de vista subjetivo, acho que ficou, sei lá, uma aura ruim, cerca negatividade, um peso, coisas assim, que vão puxando a gente para baixo, que desestimulam, que matam a vontade, a alegria, o crer. E aí é que não pode.
O que queria eu fiz: viajei, me diverti, trabalhei, sorri, estive com amigos, família, paisagens, animais, natureza. Tive encontros e desencontros. Ufa, foi o ano dos desencontros, e de todos os tipos. Credo! Coisas que me faziam até perder um pouco da crença que eu sempre tive, de que as pessoas são mais boas que ruins. Só que passou, e eu volto a acreditar nisso, com convicção. Porque é isso o que eu vejo na maioria dos meus dias e na maioria das minhas relações.
Vá, vá embora, 2012! Deixe o novo ficar. Novo, novo, novo. Tudo novo é tão bom. Tem cheiro de novo. Cara de novo. É novo!
E eu quero, bebê 2013, que você seja um ano bonito, forte, saudável, que sorria para nós, adultos, e para as crianças, que alimente as esperanças. Que faça mesmo a gente ser melhor, que seja o início de um novo ciclo, em que o que não é para dar frutos seja mesmo retirado, esquecido, apagado. Que o amor exista em profundidade, em cada segundo. É com amor ao que for e a tudo que a vida tem de ser. É com amor que há vida. Feliz Ano-Novo! E que amemos mais!
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Hora da paixão
Sabe o que é que é? Paixão exige muita paciência. Mas é a hora em que ela menos existe na vida da gente. Ao contrário, é a hora da urgência.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Camadas
Camada após camada, os anos vão se sobrepondo, como nas serpentes. A pele se torna mais grossa, áspera, dura. É uma proteção. Forçada proteção, mesmo se você não a quer, ela existe. Pesa, entristece, afugenta. Mas o pior de tudo é o peso. Parece muitas vezes impossível de carregar. É o que lhe traz o tempo. O que ele leva não é tão visível.
domingo, 11 de novembro de 2012
Assinado A.
Eu sou fluido, sem linhas, cortes, quadrados, formas. No máximo, o que você encontra em mim são curvas. Às vezes, preciso delas para dar voltas e voltas nas pessoas. Sou arteiro. Bem, não sei se é exatamente isso, mas prego peças. Eu acredito que nunca é com má intenção, mas isso as pessoas não entendem. Meus tiros saem pela culatra com frequência. Desde que o mundo é mundo é assim. Mas, repito, não é por má intenção. Já disse. É tentando fazer o melhor.
Rio de pessoas que tentam me racionalizar. Ah, bobinhos. Querem me colocar em planilhas, fórmulas, metragens. Excel para mim? Bobagem. Nem gosto do Excel. Parece até que sou um plano de carreira: preciso de desafios, metas, obrigações, prazos, conquistas... Rio mesmo. Quando é assim é que dou voltas no indivíduo. A matemática, a física (nem a quântica), a química e a biologia não me explicam. A biologia só explica parte do que vai comigo. Mas essa parte também ocorre semigo (apesar de que, quando é comigo, é muito melhor, hehe...). No fundo, gosto de ser assim, de deixar as pessoas pensando em mim, porque, se não, que graça tem a vida? Imagine o mundo sem a minha presença, sem que as pessoas se preocupem comigo? Ah, não, não teria graça. Viu como sou importante?
O mais engraçado dessa história toda é que estou tão em tudo e, ainda assim, há pessoas que não me veem, não me reconhecem. Ou, para falar a verdade, tem vez que falta eu desenhar para a pessoa me ver! Apareço lindo e nítido na frente dela e nada. Poxa, isso, sim, me chateia. Porque eu sei que sou difícil em muitos casos, mas juro que tento dar uma forcinha em outros. Forcinha nada! Dou os dois braços inteiros! Fico chateado quando não percebem. Aí, me canso e vou embora. É triste, não? Também acho. Mas o que eu vou fazer se eu quis e a pessoa, não? Nada. Melhor: deixar para lá. Vou é atrás de outra. Ir daqui para ali é uma alegria. Me deixa vivo.
Eu vejo que hoje as pessoas estão descrentes de mim. Mas não queria que ficassem. Se as pessoas não se encontram, não é culpa minha. É por causa deste mundo que aí vai. Está tudo esquisito. Também acho, mas eu não perco a fé. Eu não. Continuo meu trabalhinho de passarinho, disseminando (a mim mesmo) por onde vejo possibilidades. E vejo muitas. As pessoas é que não veem. Acho que esse mundo esquisito está assim porque surgiram muitas coisas para competir comigo: vaidade, estética, tecnologia, baladas, este maldito Facebook! Tudo era menos antes. E era melhor, não só para eu cumprir o meu papel, mas para as pessoas também. Agora, vou ter um trabalhão para me adaptar "a essa nova realidade", como dizem as pessoas na TV. Ok, sou inteligente, perspicaz. Vou conseguir! Daqui a uns anos, acho que já estarei deslizando melhor por este novo mundo. Você vai ver. Não sou plano de carreira, mas me propus essa meta. Veja que ironia... Mas eu gosto de ser irônico. Está no meu DNA. Se você já me conhece, sabe. Quando cismo com uma coisa, vou até o fim. Vou até o fim para deixar o mundo mais feliz. Acredite, é por isso que existo.
A.
Rio de pessoas que tentam me racionalizar. Ah, bobinhos. Querem me colocar em planilhas, fórmulas, metragens. Excel para mim? Bobagem. Nem gosto do Excel. Parece até que sou um plano de carreira: preciso de desafios, metas, obrigações, prazos, conquistas... Rio mesmo. Quando é assim é que dou voltas no indivíduo. A matemática, a física (nem a quântica), a química e a biologia não me explicam. A biologia só explica parte do que vai comigo. Mas essa parte também ocorre semigo (apesar de que, quando é comigo, é muito melhor, hehe...). No fundo, gosto de ser assim, de deixar as pessoas pensando em mim, porque, se não, que graça tem a vida? Imagine o mundo sem a minha presença, sem que as pessoas se preocupem comigo? Ah, não, não teria graça. Viu como sou importante?
O mais engraçado dessa história toda é que estou tão em tudo e, ainda assim, há pessoas que não me veem, não me reconhecem. Ou, para falar a verdade, tem vez que falta eu desenhar para a pessoa me ver! Apareço lindo e nítido na frente dela e nada. Poxa, isso, sim, me chateia. Porque eu sei que sou difícil em muitos casos, mas juro que tento dar uma forcinha em outros. Forcinha nada! Dou os dois braços inteiros! Fico chateado quando não percebem. Aí, me canso e vou embora. É triste, não? Também acho. Mas o que eu vou fazer se eu quis e a pessoa, não? Nada. Melhor: deixar para lá. Vou é atrás de outra. Ir daqui para ali é uma alegria. Me deixa vivo.
Eu vejo que hoje as pessoas estão descrentes de mim. Mas não queria que ficassem. Se as pessoas não se encontram, não é culpa minha. É por causa deste mundo que aí vai. Está tudo esquisito. Também acho, mas eu não perco a fé. Eu não. Continuo meu trabalhinho de passarinho, disseminando (a mim mesmo) por onde vejo possibilidades. E vejo muitas. As pessoas é que não veem. Acho que esse mundo esquisito está assim porque surgiram muitas coisas para competir comigo: vaidade, estética, tecnologia, baladas, este maldito Facebook! Tudo era menos antes. E era melhor, não só para eu cumprir o meu papel, mas para as pessoas também. Agora, vou ter um trabalhão para me adaptar "a essa nova realidade", como dizem as pessoas na TV. Ok, sou inteligente, perspicaz. Vou conseguir! Daqui a uns anos, acho que já estarei deslizando melhor por este novo mundo. Você vai ver. Não sou plano de carreira, mas me propus essa meta. Veja que ironia... Mas eu gosto de ser irônico. Está no meu DNA. Se você já me conhece, sabe. Quando cismo com uma coisa, vou até o fim. Vou até o fim para deixar o mundo mais feliz. Acredite, é por isso que existo.
A.
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